O som do coração dela, o zumbido calmo, encolhida estou, atrelada a um novo corpo, sinto o aconchego sem muito espaço para me esticar.
Músculos da natureza me retiram do cantinho que me gerou mais uma vez, um clarão surge diante de mim e o frio congelante me faz tremer. Choro, choro por que quero o canto bem quentinho, mas sei que não o sentirei mais.
Choro, choro e apenas uma voz no fundo me acalma, uma voz que me dá paz e o mesmo aconchego do cantinho quentinho. De repente sinto a voz cada vez mais próximo e o cheiro da pessoa me submete a lembrança do meu espaço quentinho: Mãe, esta é minha mãe, certamente.
Suas mãos e dedos tocam minha face e eu nem ao menos falo ainda, pois é cedo para aprender, mas se pudesse falar no momento diria: você está proibida de parar de fazer carinho no meu rosto. Já te amo muito e nem sei o que é isso.
Crescemos, somos ensinados de acordo como o mundo se encontra. As diferenças se acentuam e o laço de mãe e filha vai se distanciando pois cada qual escolheu caminhos diferentes.
Quem não tem momentos difíceis com familiares?
Existe uma razão para isto. Pedimos antes de nascer para acertarmos débitos com estes irmãos de agora.
Não adianta distanciar-se, fugir, correr, maltratar, ou mesmo acusar de algum erro do passado.
Somos responsáveis pelos nossos atos. O mal existe apenas para aqueles que o praticaram em outras ou nesta vida. A lei natural do universo faz retornar cada ação que tomamos.
Se não nos damos bem com algum parente, pense: obviamente fiz algum mal a esta pessoa em outra oportunidade das vidas, meu dever é aprender a ama-la, sem criticar, julgar, apenas aceitar e respeitar o jeito que a pessoa é.
O amor é a base de tudo. Quem ama verdadeiramente não sofre.
Se alguém aqui tiver a chance de fazer juras de amor aos seus pais ou familiares, o façam de coração e não tentem mudar como o outro é.... afinal um dia todos seremos perfeitos, no futuro de Deus.
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